“Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. Fácil é ditar regras. Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Carlos Drummond de Andrade. (via
receado)
“Tá bagunçado, eu sei, mas de pouco a pouco vou colocando as coisas nos lugares, e quando digo “coisas”, não me refiro a objetos, até porque a bagunça não está por fora, não pode ser vista, ela tá aqui dentro. Essa confusão de sentimentos, entrada e saída de pessoas, vai acabar, tô tentando, vai ser difícil, mas sei que não é impossível, tantos outros me esqueceram, me trocaram, me deixaram, porque eu também não conseguiria fazer o mesmo?
“Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto.
“Sou tão difícil de entender, tão indecifrável…Tão sensível, e você ainda me diz coisas que me deixam distante de mim mesmo.